Com reabertura de agências prevista para segunda, servidores do INSS optam por estado de greve

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Servidores do INSS de Goiás e do Tocantins decidiram em assembleia na manhã desta sexta-feira (11) pela decretaçãodo Estado de Greve diante do anúncio da direção geral da autarquia de um possível retorno do atendimento presencial na próxima segunda (14). Também deliberaram e autorizaram a direção do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência Social de Goiás e Tocantins – Sintfesp-Go/To a ingressar com ação na Justiça para impedir a reabertura de agências nos dois estados.

A categoria e a direção do sindicato, com base em informações técnico-científicas, avaliam que o índice de contaminação pela Covid-19 ainda é altíssimo e as condições ambientais nas Agências da Previdência Social – APSs não são seguras. Os/as servidores/as são favoráveis ao melhor atendimento à população, que tanto precisa do INSS, mas isso deve ocorrer com total resguardo da saúde da categoria e da população beneficiária da Previdência Social, o que em meio à pandemia só é possível atualmente (mesmo que precariamente) de forma remota.

Há grande expectativa também acerca do resultado de reunião que ocorre neste momento (começaria meio-dia) entre representantes das entidades nacionais representativa dos servidores – Fenasps e CNTSS/CUT – com o presidente do INSS, Leonardo Rolim. Na audiência as entidades estão reafirmando a posição contrária à abertura das agências e cobrando todas as garantias necessárias para que a vida dos servidores e da população seja preservada. O Brasil está em segundo lugar no mundo em número de mortos pela Covid-19 e em primeiro em óbitos de profissionais de saúde.

A assembleia também decidiu pela formação de uma comissão de greve, da qual além da direção do Sintfesp-Go/To farão parte servidores das APSs, para acompanhamento e monitoramento de tudo relacionado ao seu futuro funcionamento presencial, se for o caso. Será composta também uma comissão de saúde que visitará as unidades e acompanhará casos de servidores que são do grupo de risco, em caso de exigência de que trabalhem presencialmente.

Trabalhadores do INSS da capital e do interior foram orientados pela direção e pala assessoria jurídica do sindicato a registrar e documentar toda e qualquer irregularidade (condições ambientais, falta de EPIs ou EPIs vencidos, se há acrílico de separação não apenas entre atendente e segurado, mas também entre atendentes, entre outras medidas de segurança) para, se for o caso, o Sintfesp ingressar com denúncia junto ao Ministério Publico do Trabalho e ao Ministério Público Federal, visando proteger o direito à vida dos beneficiários do INSS e da população em geral. (Informações do Portal Rota Jurídica).

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